Sete militantes abolicionistas da associação IRA-Mauritânia (Iniciativa pelo Ressurgimento do Movimento Abolicionista na Mauritânia) foram presos segunda-feira, 13 de dezembro de 2010, após terem denunciado dois casos de meninas vítimas de escravidão em Nouakchott.

A acusação é de “atentado e ferimentos contra agentes” e “obstrução da ordem pública”, devido à organização de uma manifestação em frente à delegacia de polícia em protesto contra o abandono das investigações. Entre eles, encontra-se Biram Ould Dah Ould Abeid (foto), presidente do IRA.

A associação IRA solicitou o apoio da Rede ASF e dois advogados da ASF-Mauritânia foram constituídos para defender os acusados.

Uma Câmara Criminal local decidiu que os sete ativistas ligados à associação seriam os culpados pela massa de manifestantes ter causado “perturbação da ordem pública” e ter “utilizado violência contra um pelotão de polícia”.

ASF -Mauritânia e a Rede Advogados Sem Fronteiras defenderão os militantes no recurso contra essa decisão, que é um duro golpe na luta contra a escravidão, grave problema no país.

Site do IRA (em francês): http://ira-mauritanie.asso-web.com/

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